Mate – tomo todo dia. Mas atualmente já alterei a rotina de prepará-lo sempre à mesma hora, quase uma obrigação. Assim, mudo os horários e começo a preparar quando realmente me bate aquela vontade forte. Nem sempre coincide com o gosto de dona R, companhia constante.
Além disso, ela costuma reclamar da temperatura que nunca está boa, seja muito quente ou ainda fria. Acho que é apenas mais uma mania. Quando decide que está muito alta, costuma remover a tampa da garrafa térmica, como se fizesse alguma diferença.
Mas se acha que a água está fria – e aí sempre concordo porque gosto de água pelando – volto a esquentar a chaleira.
Aqui não usam chaleira, apenas umas caneconas de aço inox. E o fogão também não é a gás mas elétrico, só uma superfície preta e que fica vermelha ao ligar. Só tinha visto isso em programas culinários de TV.
Dá uma impressão engraçada ver aquela rodela vermelha sem sair fogo.
Lembro de um tio, proprietário de uma serraria na rua GK, que sempre esquentava a chaleira num fogareiro a álcool. Sempre considerei o melhor chimarrão que já tomei na vida, talvez pelo cheiro do álcool queimado impregnar-se ao ambiente e à sua conversa divertida. Apesar de que ele comprava uma erva pavorosa chamada Elizabeth. É um mistério sair um mate bom com aquela erva de péssima qualidade.
Boa mesmo era a Erva-Mate 111, de Rio Negro.
Daí vem a lembrança horrorosa do cheiro do Posto de Saúde e das donas Zo… e Helinha , aplicadoras de vacina na criançada do Grupo, desinfetando os aparelhos de injeção e o braço das vítimas.
Coincidência ou não, há histórias delas duas pularem a cerca seguidamente. A primeira não sei com quem.
Já a segunda todo mundo sabia que o autor era Olegário, gerente do Banco do Brasil.
Hoje estou no modo maledicência mas a verdade é essa e ninguém pode mudá-la.