Dia da sessão final da fisioterapia. Às 7h50 lá estou eu na sala de espera. Tudo certo. Início pontual com minhas queixas, para decepção da fisioterapeuta quando inicio a desfilar meu relatório de ai-ai-ais. Que culpa tenho eu se a lombar não para de doer?
Vou para a maca e, com o tradicional “com licença, seu I…”, fico com meio traseiro de fora, onde são instalados os eletrodos para a sessão “cadeira elétrica” de choques durante meia hora.
A seguir, massagens e apertões no lombo e quadril, mais uns alongamentos selvagens. Dado como encerrado, saio melhor do que entrei. Recebo a NF dos serviços, para imposto de renda, e me despeço com um “até breve”.
Às 10h, saio com dona R para uma caminhada até a farmácia, onde vai comprar seus tradicionais remédios sem fim. Agora, mais valente, tem andado distâncias maiores, desde que comigo. Sozinha, ainda não. Ela não tem coragem e eu não tenho certeza.
Foi uma hora e quinze minutos andando devagar, com uma parada na igreja durante alguns minutos. Em casa, esquento a água do mate e faço minhas anotações.
Agora às 15h, levo-a com a vizinha de andar à casa de uma amiga comum, convalescente de uma cirurgia : caiu da cama ao levantar à noite, fraturando o maxilar. Ficar velho dá nisso : aumentam os acidentes caseiros.
Doem–me miseravelmente as costas o tempo todo. Não adiantam as pomadas, fricções, compressas quentes, relaxante muscular. Dói em tempo integral e nem ao menos sei o motivo. Falou-se em contratura do quadrado lombar, inflamação nos paravertebrais, pinçamento dos discos, tudo com nomes complicados mas que não ajudam em nada. Simplesmente dói sem parar. E não há jeito que se ajeite. Aguardemos o passar do tempo.