De domingo para cá

Atualizando minhas atividades : no sábado fui a uma festa de aniversário de 1 ano, filha do treinador de dona W.

Um convite gentil, impossível de refugar. Tenho ainda alguma dificuldade em assimilar esses convites para eventos. Estou velho demais para descobrir o porquê desse transtorno; o fato é que, ao aproximar-se a data e depois a hora da festividade, começo a ficar aflito. Não chega a ser pânico : é um desconforto inexplicável que me deixa tenso e irritado se provocado por algum incidente. Só melhoro quando encerra e volto para casa, causando-me um alívio apaziguador.

Até mesmo as minhas corridas me judiam dois a três dias antes, alterando o humor, o sono, o apetite.

Enfim, chega desse assunto. Vou contar da festa : marcada para as 16h, saímos de casa um pouco depois devido ao temporal forte que desabara até então.

Arrrumadinho e com dona U a tiracolo, liguei o Waze para não perder muito tempo e fomos. No meio do caminho o celular apagou sei lá por quê.

Parei, religuei, ajustei. Foi só reiniciar o trajeto, ele apagou de novo. Alguma incompatibilidade com o app estava causando o desligamento. Aí demorei mais tempo para achar o tal do endereço mas acertei logo em seguida.

A festa : famílias, crianças, velhotes, parentes, amigos e alunos, dona T aí inclusa. E começou a rodagem de salgadinhos e refrigerantes, fotografias, risadas, conversa alta, mais chuva forte obrigando os que estavam fora a se recolherem, aumentando o volume das conversas.

Ao par disso, fotos, filmagens, alegria, e nós ali, e eu de olho no relógio, contando os minutos para vir embora.

O tormento durou até 8 da noite, quando enfim voltamos, eu já sentindo aquela euforia de ficar livre de mais uma parada indigesta.

Penso nisso todo dia porque o raciocínio de “ficar livre” não leva a lugar nenhum : a gente nunca fica livre de nada; termina um, começa outro.

Passando para o domingo : descanso e sossego, só nós em casa, uma saída para almoço simples e passar a tarde tranquilamente, sem mais alvoroço.

Era o dia de relembrar 41 anos de casamento mas sem comemoração. Por motivo nenhum, apenas ficar de boas em casa. 

O interessante é que ninguém lembrou dessa data. Tudo bem, tudo certo.

Segunda-feira : dia de musculação forte, dia de calor, dia de sol.

Terça-feira, hoje : ginástica, treino de tiros (5 x 1km x 2min andando, cada tiro em 5 minutos). Treino na pista. Convidei dona L para ir tomar sol mas preferiu ficar em casa pois tinha fisioterapia às 11h e não gosta de chegar em cima da hora. Assim, fui sozinho, fiz o treino, conversei com alguns conhecidos e voltei às 11h.

Mas o treinador, nesse meio de tempo, ligou remarcando a sessão para 14h. Desta forma, ela perdeu a oportunidade de ficar ao ar livre. Se tivesse ido no meu palpite, teria aproveitado. Não foi.

Agora, 14h40, ouço-os aqui ao lado a fazer os exercícios e aproveito para atualizar meu relato.

Das 13 às 14h, fui abastecer o carro e comprar uns agrados para levar para a baby-sitter dos netos. Um casal parou no posto para se informar do endereço do hospital que estavam procurando. Pelo jeitão, gente do interior, que ainda não usa GPS. Como era meu caminho, ofereci-me para levá-los até lá. 

Deixei-os no endereço certo, agradeceram-me,  fui às compras.

Agora, fico nas minhas contas, planilhas, balancetes e contas várias, só na espera do mate do fim de tarde, junto das novenas de TV.

Tudo certo, tudo em paz, de boas, sem novidades mas escrevi bastante.

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