Terça-feira, 26 e anteriores

Domingo em diante

Atividades de domingo : praticamente nada em termos físicos. Não saí de casa, literalmente. Fiquei nas leituras, futebol, organização de meus relatos e escritos, programação para a semana pensando na fisioterapia, musculação, aplicações financeiras, compras, telefonemas para os irmãos. Perdi até a vontade de tomar café da tarde, trocando pelo ban-chá. Sosseguei cedo, sentindo um cansaço que vem não sei de onde pois, como já escrevi, fiquei quieto em casa.

O treinador ligou à noitinha, contando que viaja nesta semana para a Europa, em congressos e simpósios. Mandou-me a planilha para três semanas, sem novidades, apenas musculação, que dividirei com as sessões de fisioterapia, ficando assim distribuídas : segunda, quarta e sexta na fisioterapia e segunda, terça e quinta na musculação.

Segunda-feira : comecei o dia indo à assistência técnica para consertar o smartphone, que, apesar de novo (um mês de uso) já apagou no domingo à noite. Atrapalhou porque atrasou-me todos os assuntos de banco, que estou habituado a fazer logo cedo. Fora isso, nada mais grave. É bom para perceber se ficamos muito dependentes dessa facilidade.

De modos que, às 9h, estava já cuidando desse assunto. Fui à assistência técnica, contando de levar um tempão para lá chegar, neste trânsito maluco atual. Mas cheguei rapidamente. Ficou para trocar o display, na garantia, mas com certeza apagando toda a configuração pessoal. A atendente, jovem e toda maquiada, preencheu o formulário, respondeu-me educadamente, e tiraria nota dez não fosse pelo chiclete a mastigar e fazer bola enquanto fala. Tudo bem, saí de lá e já fui ao banco para dar conta do que o celular faria.

Uma caminhada até a avenida, e esperando minha vez, porque o velhote à frente estava já xingando ao não conseguir fazer um saque. Com paciência, resolvi minhas operações. Cumprimentei o guarda conhecido, que me acenou amistosamente. Todo mundo implica com esses profissionais, pois  fazem um trabalho pra lá de antipático, ou seja, sempre dificultando nossa entrada na agência devido ao guarda-chuva, às moedas, às chaves, essas bobagens de sempre. Procuro fazer ao contrário : mostrar um pouco de educação e simpatia em vez da tradicional cara feia.

Saindo dali, entrei no Dia Supermercado para comprar filtros de café Melitta, pois X implica quando trago de outra marca. Para ficar livre de nova reclamação, comprei três caixas. Queria bananas mas a “vitrine” encontrava-se vazia. Ao lado, vários engradados cheios. Perguntei ao atendente quando ia fazer a reposição; não era ele mas indicou-me a moça responsável. Lá fui eu perguntar se ia começar e a resposta veio :

– Não, não vou. A prioridade é arrumar esses congelados aqui.

-Tudo bem. Vai demorar um pouco, então.

-Vai.

Mais seco, impossível. Na contramão do moderno conceito de atender a freguesia, quando não se perde venda.

À tarde, musculação e renovando para mais um mês, visto que correr parece ser uma atividade cada vez mais distante do meu horizonte. Tudo bem, executo os exercícios no capricho e volto para casa, fazendo antes as compras da semana na frutaria. Mais um peso para carregar pois sempre priorizo o uso de caixa de papelão em vez das “sacolinhas bio-des-agradáveis”.

Vou descansar e tomar meu café mas antes dou uma espiada nos e-mails e lá está : seu smartphone já está consertado e pronto para retirar. Boa notícia. É pra já. Volto à loja para retirar, espero minha vez pois há bastante gente, o que não é um bom sinal. Deve dar muito problema essa marca. Mas está funcionando, sem despesa adicional; pena que volta todo zoado, preciso caçar todos os contatos e ajustes.

Agora já cinco da tarde, preparo-me para a fisioterapia número 4, às 18h. Vou a pé, quase em cima da hora pois não perco o facetime   com os netos. Divirto-me com suas brincadeiras e vejo a pequena comendo banana raspadinha.

Sessão pesada, dói tudo com as espetadas, manipulação das pantús, alongamentos e exercícios de equilíbrio naquela meia bola. Bosu, parece ser o nome.

Termino meu dia tomando sopa de legumes : esse é o verdadeiro atestado de velhice.

Terça-feira : começo o dia com a tradicional ginástica chinesa. De lá vou ao centro – de busão porque não estou autorizado a andar muito – para ver os modelos e preços de cadeira de rodas. Não tem mais jeito. Andar tornou-se uma tortura. Vai ser necessária para se mover um pouco, sair ao sol ou algum passeio.

Vi os modelos e preços, fotografei. Não aceitou nenhum, achou-os caros :  de 800,00 a 1.100,00; alegando que não vai usar muito tempo,  pois decidiu pela cirurgia – faz sentido – optamos de comprar via internet um modelo mais simples, por R$ 280,00 mais frete de R$ 65,00 com promessa de entrega em cinco dias. Comprei, paguei, assunto resolvido.

Mate e futebol, e-mails e noticiário. Almoço caseiro, lavar a louça, conversar com a menina dos gatinhos, preocupada com um deles, meio caidinho.

Às 14h, musculação forte e volta para casa a tempo dos primeiros minutos do jogo da tarde. Agora chegou o fisioterapeuta de X e sossego por aqui, aproveitando para escrever e revisar o texto antes de publicar. Não gosto quando vai alguma incorreção. Às vezes, na correria, alguns erros gramaticais ou de digitação, que são vistos depois de publicados. Mas há sempre um jeito de se arrepender e corrigir. Outras vezes, não. A oportunidade é única e não há volta.

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