Ontem, dia de viajar. Fiz uma rodagem cedo de apenas 4km com subidas, passando o resto do dia na aprontação, conferir detalhes, organizar a viagem, programar as contas, ligar para os irmãos.
Almoço no restaurante para encerrar os estoques de geladeira e afins. A filha foi conosco; conversamos um tempão e voltamos para casa para finalizar os textos de correção, não sem antes mais uma passada na Drogaria São Paulo para pegar outra caixa de Nisulid.
Às 20h, chamei o Uber para ir ao aeroporto. Em vinte minutos estava lá. Procedimentos de bagagem e documentos, lá se foi quase uma hora entre fila e finalização. Passando o RX, me pegaram para revista completa, aleatória segundo o fiscal. Só não fiquei pelado mas me apalparam inteiro, além de revistar minha maleta de documentos e livros. Até o computador foi vistoriado.
No Fran’s Café, dois sandubas e dois cafés pela módica quantia de 42 reais. Tudo bem, é assim que funciona.
De cadeira de rodas, lá fui eu empurrando M naqueles corredores sem fim, para embarque às 23h40. Decolagem à meia-noite e chegada às 8h (horário local 5h da manhã, com 10oC, frio inusitado na Flórida).
Novamente de cadeira de rodas, desta vez empurrada pela atendente Azul, lá fomos nós furando a fila. Despacharam rapidamente, sem nenhuma pergunta. Catei minhas três malas e passamos pela alfândega, também sem nenhuma questão. Às 6h30 já estava numa SUV do Uber, em direção à casa da filha.
O menino nos reconheceu e abraçou demoradamente deixando M emocionada.
Conversa vai, conversa vem, presentes e lembranças nossas e dos tios.
Às 8h saímos para levar o guri ao parque, onde brinca sem parar, sozinho ou com outras crianças.
Na volta, ao meio-dia, deixo-os e já faço meu primeiro treino americano, de 6km na rua, para reduzir os edemas das canelas e descansar a musculatura.
Agora, todos descansam e aproveito para escrever aqui. Daqui a pouco vou esquentar a água e tomar um mate caprichado. Desta vez não esqueci de trazer erva-mate, como da última vez, em maio, quando precisei comprar erva num supermercado daqui. Foi o fim da picada : sair do Paraná, trazer erva-mate para São Paulo e vir comprar nos Estados Unidos. Coisa de velho, esquecer das coisas importantes. Anoto tudo para não esquecer. Apenas um assunto não precisa porque não esqueço jamais. Sempre, sempre.