Gosto muito. Das minhas e dos outros. A memória é seletiva, consegue diluir as recordações mais tristes e realçar as agradáveis. Contudo, não esqueço das tristonhas, sempre lembro de todas. O que não permito é que elas me deprimam. Uso o artifício do humor e, se não der certo, parto para a direção zen : o sofrimento e o gozo são duas metades iguais e ambos constituem a vida. Não há como se livrar de um ou de outro, é a nossa essência.
Comecei aqui a descrever alguns fatos marcantes de minha vida; acho que dei muita ênfase à tal “precocidade”. Na verdade, queria mesmo é divertir meus leitores. A julgar pela falta de comentários, não atingi o objetivo ou não agradei. Tudo bem. Quem escreve – sem pretensão de ser escritor – expõe-se e não julga as reações. Escreveu, já era…