Dia 21, dia de S., minha terra natal. Sempre gostei muito daí, principalmente na infância. Tive bons momentos, não muitos. Pais severos e exigentes, invernos rigorosos, pouco dinheiro, família encrenqueira entre materna e paterna. Enchentes e ruas com barro são minhas piores lembranças. O Grupo Escolar e o Jardim da Infância com a professora Marilena A. e Julieta R. T. estão no quesito lembranças médias para boas.
No primeiro ano – devo confessar que sempre fui precoce em matérias amorosas – apaixonei-me aos 7 anos pela colega de classe LWR. Durou pouco. No segundo ano, já me desinteressei talvez por falta de ser correspondido. Afinal, ela nunca ficou sabendo disso.
Lembrança ótima : minha segunda paixão – a professora LFM, do 4o.ano, irmã da L. Durou pouco, logo me desinteressei pois também não fui correspondido. Afinal, ela era casada e não tive oportunidade nem coragem de me declarar.
Vivi em S. até os 13 anos quando fui mandado para o S. em Curitiba. Mandado é modo de dizer. Eu queria mesmo ir. Depois percebi que era a saudade imensa que sentia de meu irmão mais velho, que tinha ido para lá alguns anos antes.
Não deu certo minha experiência eclesiástica. Iniciando a adolescência, as tentações liquidaram com minhas notas boas e minha fama de estudioso. Fui despachado para casa no final de 1964.
No início do ano seguinte, voltei a morar em Curitiba, no S. mesmo mas na condição de empregado da portaria, aos 15 anos, a pretexto de continuar o estudo no Científico, no Colégio Estadual Rio Branco, na avenida Bispo Dom José, a poucas quadras do S., onde vivia e trabalhava. Não consegui acompanhar aqueles estudos, voltados às exatas, eu que sempre estudei “humanas” até então.
Não suportei mais aquele lugar. Meu irmão arranjou-me um trabalho no laboratório do Hospital Nossa Senhora das Graças, das Mercês, onde fiquei instalado para dormir num quartinho nos fundos da igreja dos frades, ali perto na Avenida Manoel Ribas.
Desisti mais uma vez e voltei para Samas, onde em 1966 entrei na Escola Normal e Colégio Comercial. Aí começou tudo a ficar interessante. Mudou minha vida para sempre.
Tenho outras histórias mais escabrosas de minha infância. Não sei se as transcrevo aqui. Então, a quem vai interessar essas confidências?
Treino de hoje : 5 tiros de 300m x 100m de trote leve. Total do treino, entre aquecimento e finalização, 7km.
Perdi o prazo para me inscrever na Corrida Integração, agora no domingo. Participei a primeira vez em 1998, minha segunda experiência. Resolvi na última hora porque M já tinha avisado que não queria ir, dependendo de ficar sozinha, com medo de algum encontrão ou pequeno acidente.
Mas hoje me bateu a vontade de ir. Infelizmente, as inscrições encerraram-se ontem. Tudo bem, faço o mesmo trajeto por conta e fica por isso.
Meus próximos planos serão a Meia Maratona de Londrina em 12 de novembro ou em Sorocaba em 19 de novembro. Não tenho condições de me preparar bem para a Maratona de Curitiba nessa mesma data de 19 de novembro.
Semana que vem, dia 5, será o aniversário de meu irmão J, completando 70 anos. Não vai ser possível ir pois no dia 7 é aniversário de minha filha aqui. Desta vez, ele estará sem nenhum dos 4 irmãos por perto : JG em SP, eu aqui, G e LA na Itália. Ele ficará sem os irmãos , sem os pais, sem a esposa. Terá a companhia dos três filhos e três netos. Assim é a vida, feita de ausências e mortes.