Relato da viagem

Às vezes sinto que sou meio xarope ao detalhar todos os meus movimentos. Mas pode ser que agrade um relato minucioso. Portanto, aproveito a folga que as duas me dão indo ao Mueller e assim posso escrever com paciência. Vamos lá…ou vamulá :

Saí de casa em Cps às 9h, via Uber, até o aeroporto com bastante antecedência pois M move-se devagarinho. Já tinha feito o check-in, bastando despachar a bagagem de 18kg, a 30 reais. Usei meus 24.000 pontos da Azul para viajar de graça, pagando a bagagem e taxa de embarque. Mesmo assim, lá se foram 120 reais. Previsão de saída às 10h50 que se transformaram em 11h30, atraso da conexão. Chegada em Ct às 12h15, pedindo a cadeira de rodas, que agora a gente mesmo empurra até a saída. Nas últimas vezes algum atendente fazia isso, sendo que dava-lhe uma gorjeta de 10 reais. Assim sendo, economizei R$ 20,00 da partida e chegada. É preciso sempre ver o lado positivo das situações : esta foi mais uma delas.

Não chamei o Uber, preferindo o táxi porque em aeroportos é um pouco tensa esta questão. Lá se foram então 75 reais até em casa. Um mate e almocinho pra lá de simples, a tempo de logo sair para ir ao barbeiro. Meu costume é na Galeria Ritz, onde vou desde 1969, onde evidentemente já trocaram de atendentes várias vezes. Atualmente corto com Jair e seu irmão Ezequiel. Lá estava só um deles. Motivo? o outro morreu há alguns meses. A última vez foi em janeiro e estava todo mundo vivo. Agora, mudou. Coisas da vida. Lá se vão 40 reais mas entrego uma nota de 50 e nunca pego o troco. Meu costume é esse : sempre gratifico, com pouco que seja, quem me serve.

Saí de lá, fui até a Praça Rui Barbosa e, pelo Expresso, desço na Estação D.Pedro, em visita a João. Paro nas Americanas para comprar chocolate, waffles e pão de mel para ele e sua cuidadora. Encontro-o, como sempre, alquebrado, com a voz lá no fundo, uma judiação. Meia de hora de conversa, repetindo as mesmas histórias e volto para casa.

Bate-me uma vontade de comer hambúrguer porque a comidinha da tia Cleci  consegue ser mais sem graça que a de um hospital. Desço, portanto, no Shopping Estação e encomendo quatro Big-Burguers para levar.

Acomodo-me cedo. Dia seguinte, saio às 8h via Expresso até Bento Vianna e vou a pé à Localiza. Contrato um HB20 e volto buscar as duas, partindo em seguida para Samas. São 10h da manhã e sigo até entre Palmeira e Triunfo, parando às 11h30 para almoçar no Gawlak, a 16 reais por pessoa, uma comida ótima. Simples e caprichada.

Chego em Samas às 13h30, indo direto ao cemitério. Converso com uma atendente , na frente daquele pórtico. Ela me fornece o telefone do administrador e alguns pedreiros. E por alí fico até perto das 16h, negociando. Paradinha no Yujo para um cafezinho com cuque. Vai que aparece algum conhecido…

Vamos ao Hotel Dom Leopoldo. Bonito, chique, preço normal, instalamo-nos e descanso antes de ir ao hospital e na casa de tia Célia ao encontro de Vanja Maciel para tratar dos assuntos do cemitério, que dizem respeito a ela e seus irmãos, pois são primos das minhas duas acompanhantes.

No hospital, uma visita difícil, vendo a tia naquele finalzinho dos 94 anos. Convido tia Rita para jantar no hotel conosco e depois levo-a para casa, sempre passando pela rua do meu avô, onde as janelas iluminadas sorriem para mim.

Acomodo-me cedo porque a quinta-feira vai ser longa. E começa logo às 9h no arquivo do cemitério, folheando antigos livros empoeirados em busca dos nomes de sepultados neste jazigo, objeto de nossa visita e reforma. Dou uma volta por ali, vamos ao Cartório de Registro de Imóveis para desvendar as atribulações de Cleci com o IPTU que lhe é cobrado indevidamente. De lá, na Prefeitura pelo mesmo motivo. De lá, no Tabelionato Schramm. Pouco progresso mas bem atendidos.

Almoço no Banach. Encontro meu amigo Gauchinho – Dagoberto Schaeffer Hertzog.  Convidado para visitar o Sindicato, damos uma volta na Avenida, uma parada na Igreja, um giro nas Pernambucanas, um pit-stop na Praça do Colégio, uma visita na Casa da Memória.

Enquanto elas ficam na Panificadora em frente do Toppel, vou ao Sindicato tomar um chimarrão com Pedro Hilmo Heffko e Paulo Reissinho de Paula.

De lá, novamente ao Cemitério, uma visita nos antigos vizinhos da Altino Pereira Lima, conversa com João Alfredo Hoepers e esposa.

Mais idas e vindas do hospital, trocar de roupa e jantar no Bambini, onde encontro OJ e Tereza, HSakurai e esposa.

A pizza é por minha conta, comemorando os 66 anos de Cleci. Durmo em paz.

Sexta-feira a mesma rotina, passando na Marmoraria São Mateus e na tia Eta. O melhor e mais curto momento da viagem. Uma visita a Noeli e Renato, apenas meia-hora, a tempo de voltar ao hotel para o check-out.

Almoço novamente no Banach mas desta vez não vi nenhum conhecido. Vamos ao Supermercado 70, mais uma vez ao hospital, onde o quadro é o mesmo. Dali, iniciamos a viagem de retorno, chegando em Curitiba às 17h30. Deixo as duas em casa e vou devolver o carro lá na Av.Bispo Dom José, perto do Colégio Nilson Ribas, onde estudei em 1965, antes de voltar para Samas onde comecei novamente minha história. Bons tempos, boas lembranças.

Volto dali, a pé, até a casa de LA para tomar um mate e conversar um pouco. Mais tarde, pego o Expresso e vou para o Passeio Público. Estou muito cansado de tudo, do calor da tarde, da viagem, de tudo um pouco.

Sábado acordo bem disposto e enfrento a cerração e friozinho às 8h30, rodando 6km lá pelos lados do Parque João Paulo. Vou sempre nos mesmos lugares que me trazem boas lembranças.

À tarde, missa e reunião dos familiares. Estivemos todos os irmãos na missa e, depois, novamente todos juntos tomando café em casa de João. Na sequência, LA nos traz para casa e combinamos o almoço de domingo, todos juntos novamente.

À noite, cismado ainda com os hambúrgueres porque há tempos tenho vontade de experimentar os do Madero, fiz a encomenda para delivery. Caro mas bom. Excelente. Matei a vontade de hambúrguer, fritas e coca-cola. Meio infantil mas não resisto.

E fico por aqui. Se me lembrar de mais alguma coisa curiosa, vou descrever ainda.

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