Correr uma maratona é apostar quatro meses (ou mais) de sua vida em um único dia, uma única manhã… Que nunca se sabe como vai ser ou como você mesmo vai estar.
É abrir mão de muitas outras coisas para treinar, treinar… E treinar.
É conviver com a dor, com o cansaço, com a dúvida, com variações de ânimo e motivação.
É ser disciplinado com a planilha carrasca e com a boca nervosa.
É dar tiros, no bom sentido. É subir e descer morros, mesmo que o caminho a percorrer seja praticamente plano. É fortalecer corpo e mente, principalmente, para o desafio que virá.
É fazer longões intermináveis, quase literalmente dizendo. Treinos em geral solitários, bons para quem gosta de conversar consigo mesmo ou simplesmente do silêncio e da paz total.
É uma longa jornada de renúncias e sacrifícios. Mas não digna de pena ou mesmo de admiração exacerbada. É uma escolha, como tantas outras que se fazem na vida.
Mas vale a pena? Claro que sim! Pergunte a quem já fez pelo menos uma. Pergunte a mim, que já fiz treze. Pergunte a quem está no caminho da primeira. Pergunte a qualquer um.
Uma linha de chegada depois de 42195 metros percorridos é uma conquista inestimável. Um prazer que eu quero e vou voltar a sentir.
(eu já fiz 22 dessas e quero fazer mais mas não sei se consigo…)