Quarta, 18

Começo o dia com chuva, de carro, em direção ao dentista. Ansioso, ansiado, aperto no peito, parecer a primeira vez que enfrento essa parada. Chego cedo, às 8h30. Preparos assustadores, aí vêm aquelas picadas da anestesia, o tempo não passa, o barulho da furadeira e o tremor na cabeça toda… uma hora de tortura, não vou explicar mais, esse assunto é pavoroso. Saio de lá às 10 e tanto, tonto e inchado, exausto. É o tempo de chegar em casa e me fechar no quarto escuro, de onde saio agora quase 4 da tarde, ainda com dores e abatido. Espero que não tenha sofrido tanto quanto eu. Parece que as vezes anteriores não foram tão agressivas. Talvez sim, talvez não. Acho que a idade está me deixando mais molóide.

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