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Sexta, sábado e domingo.

Hoje é o dia em que não faço nada, fico de pijama o dia todo, não saio de casa. Está um domingo de sol. Dia da maratona de Curitiba. Parece que começou o dia gelado e esquentou depois. Aqui foi igual. Aqui leio, escrevo, vejo os e-mails, telefono para os de casa, tomo café e fico em jejum até a hora do mate e almoço, quando não como quase nada. Vejo o futebol, leio o Estadão, mexo nos livros, brinco com a gatinha.

Ontem, sábado, aniversário do genro com almoço na churrascaria e café da tarde com bolo. De manhã fiz a corrida simples de 6km, num frio danado. Depois, fui ao lançamento do livro de um amigo de longa data, numa praça onde ele e seu grupo tocaram ao vivo. O almoço foi com toda a família, todos alegres. Disfarçamos o que pudemos (eu e o guri) e conseguimos nos livrar de comer tudo que fosse animal. Escapamos às 15h : eu para a meditação, ele para os escritos. M seguiu para a casa da filha, levando os doces que tinha preparado. Apareci por lá às 17h30 a tempo de tomar café com a turma toda. Ficamos lá até as 8 da noite. De volta, assisto House of Cards até meia-noite. M se acomoda antes, depois de brigar comigo, resmungando que estou vendo TV e no computador ao mesmo tempo e escrevendo no meu caderno. Sempre implica comigo assim. Mas é qualquer outro motivo por trás disso. E sempre descubro que o motivo é outro : alguma contrariedade com a irmã dela, alguma dor mais forte, a preocupação com a glicemia alta, o medo dos remédios…alguma coisa dessas. Amanhã eu descubro o que é. Mas certamente não é nada comigo, sou apenas o fio-terra por onde se dissipam as energias não aproveitadas.

Na meditação encontro pessoas calmas e pacientes, com o mesmo objetivo : ficar em silêncio, prestando atenção à respiração, mais nada. Seis pessoas quietas, viradas para a parede, de joelhos. Fazemos uma reunião rápida ao final. Sou o tesoureiro da associação, presto contas. Combinamos os próximos encontros, datas e horários e só.

Sexta-feira, musculação logo cedo. Ida ao banco, compras de supermercado, fisioterapia, urologista-novembro azul.

Torço para que tudo dê certo na sua recuperação, nos seus planos, nos seus assuntos. Voltei a sonhar com a rua que desce do DER, revejo tudo nitidamente, algumas coisas fantasiosas e outras que vivi na realidade. Faço um inventário de meus sessenta e tantos e percebo que, de tudo que planejei, muita coisa ficou para trás e outras se concretizaram. Algumas ficaram na promessa, outras ainda tenho esperança. Mas, ao fim e ao cabo, estou feliz. Estou bem. Pelos últimos exames, o coração está forte e vai durar bastante.

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