Hidroginástica.

Tenho ido regularmente, na expectativa de me ajudar na recuperação. Não sei se funciona mas aposto na drenagem linfática dos edemas que insistem em morar na minha panturrilha esquerda. Tenho feito exercícios mais suaves para não comprometer a cicatrização interna. Mas não é disso que quero comentar. Veja bem : somos um grupo de velhotes, mais velhotas que velhotes. Usualmente somos dois, eu com 67 e o Ozy com 79. O interessante é o nome deste colega : Ozy. Nunca pensei que encontraria alguém com esse nome, além da avenida que corta Samas ao meio. Ozy é muito divertido mas vive implicando com o professor – não sabemos se é de verdade ou “às brincas”. O professor é um crioulão forte (aqui escrevo assim para explicar, sem preconceito é claro; claro? não, é preto mesmo) que gosta de saracotear no tablado, à guisa de dança. As mulheres adoram. Já Ozy, não. Olha para mim e repete toda vez : mas é uma bichona mesmo, mas que bichice, mas que não sei o quê… Isso toda santa aula. Às segundas, porque é o único dia da semana que vai e quando, invariavelmente, se despede com um “bom fim-de-semana a todos”. Bom fim de semana, seu Ozy? mas hoje é segunda-feira ainda. E ele ri, divertido…

Nesta última aula, uma das mais assanhadas saiu-se com ” Dia da criança é uma vez só, mas o Dia dos Homens é todo dia, porque pra aguentar essa mulherada, só sendo uns santos mesmos”.

Comentei com Ozy : esse é o primeiro elogio que recebo este ano.

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