Busão.

Busão hoje cedo.

Peço licença para sentar no lugar vago de idoso. O sujeito jovem, pesadão, vermelho,  abre espaço. Agradeço. Ele começa :

– Eu devia ter pegado o outro.

– É?

– Ia chegar antes.

-?

-Em Minas os bancos estão funcionando.

– Minas?

-É, tá normal. Aqui o Itaú tá normal.

?

– Depois do almoço dá preguiça de trabalhar.

-?

A conversa, ou tentativa de, pára por aí. Levanta-se e troca de lugar. Chega de prosa. Chego em silêncio ao meu ponto.

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